TRATAMENTO DE SUBSTITUIÇÃO RENAL

HEMODIÁLISE DE ALTO FLUXO

Este tratamento é feito através de máquinas de hemodiálise convencionais com dialisadores de alta performance com membranas sintéticas mais biocompatíveis, e que permitem maior depuração de toxinas inflamatórias, melhor controle metabólico, melhora no tratamento da anemia e da desnutrição e ainda, redução do risco cardiovascular e da morbimortalidade.

HEMODIÁLISE COM PROGRAMA FREQUENTE

Essa modalidade também conhecida como Hemodiálise Curta Diária, consiste em sessões frequentes, em média de 5 – 7 dias na semana com duração de 2 – 3 horas por sessão. Nesta terapia os fluxos de sangue e dialisato são otimizados e também se utiliza capilares de alta performance. Esta modalidade de tratamento permite menos efeitos colaterais, melhor controle das comorbidades, como por exemplo, da Hipertensão Arterial, além dos benefícios no controle hídrico e metabólico.

Esta técnica moderna e inovadora que conjuga dois métodos de depuração do sangue, é hoje o tratamento mais próximo do funcionamento de um rim normal. É necessário o uso de máquinas e insumos com tecnologia mais modernas. Na hemodiafiltração, elevados volumes de solução produzida com água ultra-pura são infundidos para limpeza do sangue, resultando em uma melhor remoção de toxinas do que na hemodiálise convencional. Pode ser realizada três vezes por semana ou mais, e tem como vantagens a rápida melhora nos marcadores inflamatórios, na resposta da anemia, desnutrição, além de benefícios cardiovasculares, menor taxa de complicações infecciosas e redução da necessidade de internação hospitalar.

Esta modalidade de tratamento é feita no domicilio e pelo próprio paciente e familiares. O paciente e sua família são submetidos a treinamento com a equipe de enfermagem capacitada, e após são liberados a iniciar a terapia em domicilio. Concomitante, ocorrem as avaliações médicas. Diferente da hemodiálise que usa um filtro para a limpeza do sangue, este método utiliza a membrana peritoneal (membrana que reveste os órgãos internos no abdome) como superfície de troca. São infundidos líquidos no abdome através de um cateter e posteriormente removidos, e assim vai ocorrendo a limpeza do sangue. Todo o insumo necessário é fornecido para o tratamento que pode ocorres de duas maneiras:

 

CAPD (Diálise Ambulatorial Peritoneal Continua)

As trocas com infusão e drenagem do liquido são feitas frequentemente, respeitando a prescrição médica e as orientações da enfermagem, e são feitas de forma manual.

 

APD (Dialise Peritoneal Automatizada)

Neste método as trocas são impulsionadas através de uma máquina chamada cicladora, a qual é previamente programada para realizar a diálise.

AMBULATÓRIO

 

A Doença Renal consiste em lesão renal aguda ou crônica e perda da função dos rins. Em sua fase mais avançada, a chamada fase terminal de Insuficiência Renal Crônica, os rins não conseguem mais manter a normalidade do meio interno do paciente. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a cada ano a incidência de novos pacientes que requerem terapia de substituição renal aumenta em 8% .Por isso que todo paciente que tenha qualquer fator de risco (história familiar, Hipertensão Arterial, Diabetes, Litíase, Infecções recorrentes do trato urinário, entre outras) deve ser acompanhado pelo nefrologista. Esse acompanhamento quanto mais precoce, melhor, afim de evitar a rápida piora dos rins.

No Transplante Renal, um rim saudável é implantado em um paciente com doença renal avançada. Através de cirurgia, feita por cirurgiões capacitados, os urologistas, o novo órgão é colocado, e o paciente passa a ter novamente sua função renal restabelecida. Sua principal vantagem é a melhoria na qualidade de vida, pois os pacientes não mais necessitam realizar hemodiálise ou diálise, têm dieta menos restritiva e são encorajados a retomar sua vida.

Geralmente conhecidas como “nefrites”, as glomerulopatias são doenças que acometem o glomérulo, estrutura responsável pela filtração renal e composta por um emaranhado de células. Esse acometimento pode ser agudo, ou seja, de rápida instalação e que requer um pronto tratamento, ou crônico que também exige um acompanhamento especializado. Essas doenças podem ainda ser consideradas primárias, quando se devem a problemas renais, ou secundárias a outras doenças como por exemplo: Diabetes, Hepatites, Doenças autoimunes, entre outras. O diagnóstico é clinico, algumas vezes se manifesta com edema e hipertensão arterial. Há também alterações laboratoriais, e algumas vezes se faz necessária a biópsia renal. As doenças glomerulares são responsáveis por muitas vezes por perda da função renal, e ainda acometimento em outros órgãos. Seu tratamento é complexo e deve ser supervisionado por pessoas capacitadas.

Segundo o Ministério da Saúde um em cada quatro brasileiros é considerado hipertenso, e ainda a Hipertensão é considerada a principal doença causadora de Insuficiência Renal Terminal, ou seja, que necessita de suporte de substituição renal. Os fatores de risco incluem: história familiar, uso de dieta rica em sal, tabagismo, uso de bebidas alcóolicas, sedentarismo, entre outros. É estritamente relacionada a maior ocorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC), Doenças Coronarianas, Arritmias, além de aumentar a mortalidade, morbidade e necessidade de internação hospitalar.

ASSISTÊNCIA HOSPITALAR

O acometimento agudo dos rins é conhecido como Insuficiência Renal Aguda, doença de alta mortalidade, que muitas vezes requer internação hospitalar e suporte com hemodiálise. Seu acometimento pode se dar em rim previamente saudável ou em rins já com algum grau de cronicidade. Hoje, quando os pacientes são acometidos com essa doença e necessitem de suporte com terapia de substituição renal, também realizam sessões de hemodiálise, estas supervisionadas por médico e enfermeiro capacitados e com tecnologia moderna que dispões de maquinas que possibilitam terapias lentas e continuas e com dialisato ultrapuro, características essas muito importantes para evitar a instabilidade desses pacientes, muitas vezes críticos que estão sendo assistidos em unidade de terapia intensiva.

Devido à alta complexidade da doença renal e a intima relação com outras comorbidades, como Diabetes, Insuficiência Cardíaca, Hipertensão Arterial, os pacientes muitas vezes requerem cuidados mais intensivos, e com isso necessitam de internação hospitalar afim de mais cuidadosamente terem seus tratamentos ajustados e realizados de maneira mais adequada.

TRANSPLANTE RENAL

O Transplante Renal é outra opção de tratamento para a Doença Renal Crônica. Pode ser feito com doadores vivos relacionados ou não, e ainda com doadores falecidos. Os pacientes em qualquer modalidade dialítica, e que tenham condições clínicas, são orientados e preparados para inscrição e ativação em fila nacional para o transplante de rim.