Conhecendo a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)

As doenças cardiovasculares são as maiores causas de morte no Brasil e no mundo, e a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é o principal fator de risco. A prevalência de HAS é de 30% da população, mas apenas metade sabe do diagnóstico e, destes, menos de um terço estão com a pressão arterial controlada.

 

Hipertensão arterial (HA) é condição clínica caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg. Frequentemente se associa a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e ou estruturais de órgãos-alvo (cérebro, coração, rim e retina) sendo agravada pela presença de outros fatores de risco, como dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes.

 

A HAS se associa com eventos como, morte súbita, acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e doença renal crônica Os fatores de risco para hipertensão arterial são: idade, sexo e etnia, excesso de peso e obesidade Ingestão de sal, ingestão de álcool, sedentarismo, fatores socioeconômicos e genéticos.

 

A classificação atual é composta em 5 estágios: Normal ( Pressão Arterial Sistólica – PAS <120 Pressão Arterial Distólica – PAD e <80), Pré Hipertensão (PAS até 139mmHg e PAD até 89 mmHg), Estágio 1, 2 e 3, sem do este último considerado o mais grave com PAS maior ou igual a 180mmHg e PAD maior ou igual a 110mmHg.

 

O diagnóstico é feito em avaliações de rotina detectando níveis pressóricos elevados consultório e/ou fora dele. O MAPA (medida ambulatorial da pressão arterial) é um exame complementar que auxilia no diagnóstico. O paciente é monitorizado com aparelho que afere sua pressão por 24 horas enquanto realiza sus atividades rotineiras e enquanto dorme. Suas indicações são para descartar Hipertensão do Avental Branco, aquela hipertensão que é alta apenas no consultório, avaliar resposta ao tratamento, avaliar a presença de hipotensão e também auxiliar na descoberta de hipertensão mais grave.

 

Existe ainda a MRPA (medida residencial de pressão arterial), quando o próprio paciente mede e anota seus valores de pressão arterial. Suas indicações são as mesmas do MAPA, e tem com limitação a dificuldade dos pacientes de possuírem um aparelho adequado e também de não conhecerem a técnica correta.

 

O tratamento é composto por medicamentos e por mudanças no estilo de vida, sendo estas: perda de peso, redução da ingesta de sal, moderação no consumo de álcool, eliminação do tabagismo e atividade física, visando exercícios aeróbios pelo menos três vezes por semana. Já as medidas medicamentosas incluem uma série de possibilidades terapêuticas , levando em consideração os fatores de risco e doenças associadas.

 

Alessia Incao Mambrini

 

Médica Nefrologista (CRM: 106.743) na Clínica do Rim e Hipertensão (Unidades Taquaral e Valinhos).

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