A enfermagem no tratamento de Diálise

Quando os rins deixam de funcionar adequadamente, a hemodiálise costuma aparecer como a principal opção de tratamento. O procedimento que consiste na filtração artificial do sangue, ajuda a tirar do organismos resíduos prejudiciais à saúde, assim como o excesso de líquidos. O procedimento é indicado a pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica graves, comprometimento reversível ou não.

 

A execução da hemodiálise requer dos profissionais de enfermagem a observação constante dos sinais e dos sintomas apresentados pelos pacientes no processo a obtenção de uma via de acesso a circulação sanguínea e o correto funcionamento dos materiais e equipamentos são imprescindíveis.

 

Este cenário só é possível em locais com infraestrutura adequada e a presença de equipe especializada – que sigam as resoluções estabelecidas pelo ministério de saúde. De forma que as equipes de enfermagem direcionam ações a fim de reduzir riscos, evitem intercorrências iatrogênicas e garantam os melhores resultados na manutenção da qualidade de vida do paciente.

 

A compreensão e adesão às diversas orientações, sendo influenciados pelo valor que o paciente atribui à si próprio e à sua vida, assim como as pessoas que integram a sua rede de família e social encaram a condição e pelos apoios que lhe oferecem. Ao participarem das decisões sobre cuidados, o paciente torna-se mais adepto a atitudes positivas em relação a doença e ao alcance de resultados em favor de sua própria saúde.

 

A enfermagem é o elemento que está em maior contato com o paciente, estando presente antes, durante, e após a diálise. Ela deverá estar alerta para detectar possíveis intercorrências durante a diálise, e tomar as medidas cabíveis com presteza e rapidez, pois a vida do paciente pode depender de muitas destas providências.

 

O bom êxito da hemodiálise prolongada depende, em grande parte, da relação paciente-enfermeiro. O paciente é, na maioria das vezes, mantido vivo por uma máquina, vivendo, portanto, um estado de dependência. Sua tendência é de se apegar às pessoas que participam de seu cuidado, o que aumenta, progressivamente, sua necessidade delas. É necessário encorajar a independência destes pacientes, embora o enfermeiro deva estar sempre de prontidão ao lado deles para orientá-los (FELLOWS1).

 

Desta forma que as atividades de enfermagem devem guiar o paciente a seus familiares para uma melhor adaptação às mudanças de atitudes e comportamentos que implicam na manutenção adequada do tratamento e a melhora da qualidade de vida.

 

Edson José da Silva Costa

 

Enfermeiro (COREN: 198.853) e Responsável Técnico da Clínica do Rim e Hipertensão (Unidades Centro Médico).

 

REFERÊNCIAS

 

1- FELLOWS, B. J. – The role of nurse in a chronic dialysis unit. Nurs. Clin. North Am. 1 (4): 577-586, Dec., 1966.

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