Alimentação na Doença Renal

Alterações nutricionais são comuns em indivíduos com doença renal, no entanto, uma alimentação equilibrada é fundamental e irá contribuir para uma melhor qualidade de vida. A alimentação deve ser saudável, completa e deve respeitar as recomendações e necessidades individuais de cada paciente.

 

A dieta recomendada para o paciente em tratamento conservador (tratamento que antecede a diálise), em hemodiálise, em diálise peritoneal ou em paciente transplantado, pode ser modificada com o tempo. Saber o que comer permite ao indivíduo fazer as melhores opções, melhorando seu estado de saúde, prevenindo ou tratando doenças.

 

A ingestão em excesso de sódio, independente do tratamento deve ser controlada. No entanto, o paciente deve evitar ingestão de sal de adição, alimentos industrializados como embutidos (queijos processados, presunto, peito de peru, salame, mortadela, salsicha, linguiça), conservas e enlatados (picles, azeitona, alcaparra, patês, e molhos em geral), biscoitos e salgadinhos de pacote, refrigerantes, sucos em pó/caixas, temperos prontos (tabletes de caldos de carne, galinha e legumes, molho de soja (shoyu), molhos para salada) e carnes salgadas (bacalhau, charque, carne-seca, defumada e hambúrguer). O uso de temperos naturais como cebola, alho, salsinha, cebolinha, pimenta, manjericão, sálvia, alecrim, orégano, coentro, cominho, gengibre, hortelã, louro, noz-moscada, açafrão, cravo, canela é indicado para que as preparações fiquem mais saborosas. O sal light não é recomendado para quem tem potássio alterado, pois contem uma grande quantidade desse nutriente na sua composição.

 

Já a ingestão de calorias, proteínas, carboidratos (açúcares), lipídeos (gorduras), fósforo, potássio e de outros nutrientes, depende da necessidade nutricional, patologia, evolução e tipo de tratamento de cada paciente.

 

Em resumo, o paciente deve: checar o tipo de dieta x estagio da doença renal, preferir alimentos naturais em vez de industrializados, tentar estabelecer uma rotina de cardápios semanal e uma organização para manter a aderência. Toda dieta deve ser calculada e orientada de acordo com a necessidade individual. Quanto melhor for a dieta e a aderência, melhores serão os resultados.

 

Thaís Pinheiro Filiponi

Nutricionista (CRN3. 24125) da Clínica do Rim e Hipertensão (Unidade I-Taquaral, Unidade II-Centro Médico, Unidade III-Valinhos). Graduação em Nutrição pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2007), especialização em Nutrição em Doenças Renais da Criança e do Adulto pela Universidade Estadual de Campinas (2008), mestrado em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (2016).

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